terça-feira, 5 de novembro de 2013

Diante da triste fragilidade do homem.

Eu tenho um gosto que algumas pessoas podem julgar como um tanto quanto mórbido por certos
assuntos, em especial doenças e reportagens/vídeos sobre mortes. Estava ontem assistindo diversos vídeos peculiares, pessoas com pernas infestadas de vermes por falta de higiene, pessoas sendo executadas, decapitadas e coisas do tipo. Não tenho nenhum problema com estes assuntos, não sinto repulsa nem nada assim, na verdade fico fascinado em ver como o corpo, sagrado, é facilmente posto em degeneração, como a existência em si se esvai em menos de segundos.
Ontem porém eu não assisti esses vídeos com esse mesmo olhar, quando via tudo aquilo o que eu sentia era pena, não das pessoas que estavam sofrendo os infortúnios, mas sim do ser humano como um todo, orgulhos de titânio, egos que atravessam as nuvens, poder, beleza, nada nisso significa nada diante da triste fragilidade do homem.
Pela primeira vez na minha vida senti agonia pelo simples fato de existir, de eu ser um animal, humano. Senti como estou prezo tão finamente a esse conjunto de representações de sentidos, que chamamos de vida e como qualquer acontecimento banal pode acabar com tudo. Não é medo de adoecer, morrer, mas sim a estupidez que é tudo isso.