domingo, 26 de janeiro de 2014

Mudança na hierarquia dos valores/ Metamorfose dos valores.

As sociedades organizam seus valores hierarquicamente, os mais explícitos são: Religiosos (santo/profano), éticos (certo/errado) e estéticos (bonito/feio). Se pararmos para pensar veremos que no inicio do século passado a hierarquia funcionava superficialmente assim: 1º Religiosos, 2º Éticos e 3º Estéticos, porém durante o século lentamente começou a haver uma mudança nessa hierarquia aonde hoje podemos dizer que esta na seguinte ordem: 1º Estéticos, 2º Religiosos, 3º Éticos.
Essa mudança atribuo principalmente ao avanço tecnológico e a globalização. Através da forte propaganda que assegurava os interesses das indústrias, enfraquecimento da espiritualidade (Matando Deuses) e do avanço nos direitos das mulheres motivados mais por um interesse capital de inserção no mercado de trabalho e consumo do que na luta política, houve uma ruptura com as restrições morais que impediam uma exploração agressiva sobre a sexualidade, essa ruptura gerou aos poucos uma sociedade global erotizada, esta que guiada pelo apelo sexual cada vez mais forte nas mídias realizou aos poucos uma metamorfose nos valores estéticos comuns, tornando o bonito sinônimo de sexualmente mais atraente.
Os valores éticos viraram quase sinonimo de valores legais, isso por que os valores estéticos vão contra muitos valores morais, ou seja, os valores que estão no topo são no global explícitos mas no individual ocultos pois são moralmente inaceitáveis. Como ética e moral são separados muito tenuemente acaba que este seja o valor mais enfraquecido. Os valores religiosos tem como principio colocar a moral acima da ética o que os tornam menos lógicos e mais adaptáveis diante de mudanças.
Eu chego a achar engraçado que o valor que guia a sociedade é um valor que em geral é aceito como moralmente incorreto, essa contradição no maior estilo "O que eu penso x O que eu faço" mostra que a sociedade atual é carente de bases estruturais lógicas e carente de uma identidade coletiva concreta, ou em termo mais abrangente: carente de um espírito explicito se não o da vergonha.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Capitalismo, consumismo e insensibilidade.

Eu realmente ando pegando uma certa aversão a cultura-ocidental-quase-global Isso por que só
consigo enxergar amplamente as pessoas com dois objetivos práticos no dia a dia: acumular bens/recursos e consumir. Não que as pessoas de modo geral não tenham outras preocupações, porém creio que essas citadas são as principais.
A partir do momento em que saio na rua e vejo tudo refletido para esses fins, fico deprimido, percebo que a interação com o mundo torna-se ato secundário, ou seja, a sensibilidade física e a empatia acabam perdendo boa parte de sua potencialidade em prol do acumulo de capital ou o objeto/serviço desejado.
É ainda mais assustador ver como a cultura atual consegue utilizar o ego e o orgulho do indivíduo a seu favor, assim como o conceito de felicidade. Aquele destituído de capital ou bens é visto como fracassado, fazendo assim que as pessoas nem reflitam, só busquem desesperadamente se colocar com imagem "respeitável" de alguém que venceu na vida aos olhos dos outros, assim podendo criar uma mascara de felicidade, pois felicidade resumiu-se aos outros dos espectadores a estabilidade financeira e bens.
De forma mais rudimentar posso dizer que esta cultura torna as pessoas em seres mais insensíveis ao mundo material (o mundo físico e as inteirações que ele promove), pessoas mecanizadas e controladas por um sistema maior que qualquer conceito sensível de humanidade, particularmente eu já acho meio desinteressante o mundo material, porém o modo de vida atual cria uma existência superficial além da mera existência física sendo totalmente um contraponto a qualquer ideia metafísica de existência mais nobre.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Diante da triste fragilidade do homem.

Eu tenho um gosto que algumas pessoas podem julgar como um tanto quanto mórbido por certos
assuntos, em especial doenças e reportagens/vídeos sobre mortes. Estava ontem assistindo diversos vídeos peculiares, pessoas com pernas infestadas de vermes por falta de higiene, pessoas sendo executadas, decapitadas e coisas do tipo. Não tenho nenhum problema com estes assuntos, não sinto repulsa nem nada assim, na verdade fico fascinado em ver como o corpo, sagrado, é facilmente posto em degeneração, como a existência em si se esvai em menos de segundos.
Ontem porém eu não assisti esses vídeos com esse mesmo olhar, quando via tudo aquilo o que eu sentia era pena, não das pessoas que estavam sofrendo os infortúnios, mas sim do ser humano como um todo, orgulhos de titânio, egos que atravessam as nuvens, poder, beleza, nada nisso significa nada diante da triste fragilidade do homem.
Pela primeira vez na minha vida senti agonia pelo simples fato de existir, de eu ser um animal, humano. Senti como estou prezo tão finamente a esse conjunto de representações de sentidos, que chamamos de vida e como qualquer acontecimento banal pode acabar com tudo. Não é medo de adoecer, morrer, mas sim a estupidez que é tudo isso.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Bolo de cenoura.

Ingredientes:

    1/2 xícara (chá) de óleo
    3 cenouras médias raladas
    4 ovos
    2 xícaras (chá) de açúcar
    2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
    1 colher (sopa) de fermento em pó

Cobertura:

    1 colher (sopa) de manteiga
    3 colheres (sopa) de chocolate em pó ou achocolatado
    1 xícara (chá) de açúcar
    Se desejar uma cobertura molinha coloque 5 colheres de leite

Modo de Preparo

    Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, acrescente o açúcar e bata por uns 5 minutos
    Depois numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos ingredientes misturando tudo, menos o fermento
    Esse é misturado lentamente com uma colher
    Asse em forno pré-aquecido (180ºC) por 40 minutos

Para a Cobertura:

    Misture todos os ingredientes, leve ao fogo, faça uma calda e coloque por cima do bolo
    Se o seu liquidificador for bem potente, o bolo todo pode ser feito nele.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Existencialismo fundamentado na Vontade.

Schopenhauer dizia que viver é sofrer, todos os seres vivos são movidos por vontades e quem deseja
sofre, para ele abstenção de vontade é liberdade ou mesmo até ausência de dor. Ele diz que através de doutrinas do budismo e das artes é possível um apoio neste caminho de fuga para a paz.
É verdade que mesmo na primitiva vontade de vida de todos nós há sofrimento, travamos batalhas sociais que nos asseguram a existência através do trabalho e a obtenção de parceiro para perpetuar nossos genes. Nada diferente de qualquer ser vivo que nasce, gera um meio de se alimentar/sobreviver e se reproduz.
Tenho em mente que abstenção real e consciente dessas vontades básicas, dos impulsos primitivos, não é de forma alguma liberdade, e sim unicamente uma forma de fuga das dores da vida e da própria existência, não nego porém que as vontades tecem uma distorção de necessidades lógicas que nos guiam ao descontentamento.
Mesmo com as armadilhas da vontade afirmo que quem não deseja, persegue algo, existe sem sentido, é nulo e totalmente desprovido de importância. Nossos desejos são a razão que nos da relevância e sentido. A complexidade e afirmação de nossa existência encontra-se em nossas vontades.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Construindo mundos/representações.

Algo que tenho bem concebido em minha mente é que todo ser racional tem seu próprio mundo, não
em alucinação ou megalomania, mas sim na verdade da representação.
Todos temos corpos diferentes com sentidos físicos que interagem e reagem de forma única, assim como estruturas cognitivas individuais totalmente voláteis ao meio, este conjunto influenciasse junto ao mundo natural, primitivo e verdadeiro, a matéria em si, não esculpida por nossa percepção (in)consciente formando toda a concepção que temos do que é concreto, físico e verdade básica.
Se nenhum ser é capaz de se desfazer de seu todo para ver o mundo como ele é, todo ser tem um mundo ao qual enxerga, único, porém desprovido de intimidade.
O fato de cada um ter seu mundo não o faz  dono do mesmo, onipotente, mas sim apenas dotado de uma experiência particular com a matéria. Se pudéssemos sentir como o outro sente, o frio, o calor, a respiração, o solo, poderíamos estar mais próximos de entender o outro e adentrar seu mundo. Porém nossa percepção limita-se a apenas colidir mundos, as vezes empáticos um com o outro como as vezes antagônicos em essência, tendo em mente que independente de sermos amados, odiados, de qualquer forma estamos sozinhos em nossa própria representação de mundo, sendo cada um o único ser consciente de um mundo inteiro.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Identidade concreta - superficialidade do ser.

Algo que me diverte bastante é o senso de "identidade concreta" que as pessoas em geral acham que
possuem. Se pegarmos um grupo de vinte pessoas sendo divididos em três grupos de meios diferentes: Família, trabalho e circulo social. Podemos ver que cada grupo possui uma interpretação única de como somos e o que somos, dentro desses grupos também a diversas visões mais especificas. Quando olhamos, interpretamos e julgamos o outro estamos consciente ou inconscientemente colocando nossos valores pessoais como fator determinante que gera o conjunto que pode ser identificado como o outro. Quando por regras/valores do meio que estamos inseridos somos coagidos ou libertos a agir de determinada maneira também reforçamos a massa que serve para que construam a concepção de como nos identificam.
É verdade que em nós existe um uno que nos é intimo, porém somos conduzidos por nossos anseios e temperamento a distorcer esta essência o que nos torna muitas vezes relativos, indeterminados. É mediocridade pensar que comportamento é natureza, assim como é superficial dizer que natureza é identidade. Somos seres relativos com identidades subjetivas.