sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Materialismo determinista matando deuses/a morte do abstrato.

O materialismo determinista nos faz observar as ações e as estruturas e conceber nelas sentido
racional. Também nos permite atribuir equações que identificam as causas e os resultados dos fenômenos, por fim, é objetivo e textual.
A sociedade moderna em si tem por principio uma tendência cada vez maior a uma analise inconsciente materialista determinista do que as envolve. Isso vem principalmente do avanço da ciência nos últimos dois séculos que torna cada dia mais todos os fenômenos descritos por fórmulas concretas e invariáveis, nas ciências sociais tudo se explica por causalidades e rejeita-se a as questões subjetivas que nos envolve.
No campo religioso isso se traduz no crescimento do ateísmo de forma acelerada, a aceitação de uma divindade perde cada vez mais espaço diante de uma sociedade materialista de modo o qual apenas a objetividade científica pode-se ser cultuada.
De modo geral vejo isso como uma perda enorme, pois estimula-se a objetividade total ao pensamento e acaba restringindo a capacidade/vontade de serem feitas analises abstratas do mundo-em-si ou como nós o vemos, limitando assim o entendimento do mundo aos recursos da ciência de hoje.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Essa criticidade coletiva por fim é matraca.

É engraçado quando analisa-se todos esses protestos nas ruas: Protestos contra aumentos, contra deputados, contra senadores, contra a copa, contra o bolo de fubá e contra-o-contra. É fácil perceber que eles são bem infantis, são coisas do tipo "macaco vê macaco faz". Veja, não que todos devam ser omissos, porém o conhecimento de causa deveria vir junto com tudo isso.
Quantos que protestam contra aumentos de impostos entendem algo de economia? Hora, pode-se dizer que "não importa" o que vale é que o "povo" não quer pagar mais do que já paga, mas isso é essencialmente errado, como pode-se ser contra a geração de receita pública sem embasamento econômico?
Em teoria todo Estado recebe receita a partir de coleta de impostos dos indivíduos para reaplicar em prol do coletivo, partindo dessa linha de raciocínio podemos afirmar que quem é contra impostos é contra o bem/interesse coletivo ou seja, um individualista que esta só pensando no próprio nariz. Por outro lado temos o embasamento econômico que justifica uma posição contrária, tal como a analise do fluxo de receita mediante aplicações das mesmas.
Esta mesma linha de raciocínio podemos levar pra qualquer tipo de protesto como a o caso da copa. Até o momento não vi ninguém com conhecimento de causa nesses protestantes populares que me deparo por ai, ou seja, que saiba o montante de investimento público e o montante de retorno previsto que estes investimentos darão a curto, médio e longo prazo.
Na minha visão esse tipo de situação, ir contra sem conhecimento, é o mesmo que animais irracionais fazem, repetem os atos um dos outros por cópia, instintivo, não por criticidade em cima do "problema'.
Como prova disso podemos pegar o caso do aumento das conduções, desde que os preços voltaram ao patamar de antes de 2013 a população se vê com ar de vitória, algo até heroico, mas por ignorância não percebem todos os impostos sobre produtos e serviços que foram aumentados de lá pra cá, impostos indiretos que acabam incidindo sobre a população, você não vê isso sendo debatido, analisado, criticado, acaba passando desapercebido, as coisas continuam como estavam e o povo acha que "ganhou".
No final acaba não levando a lugar nenhum, como uma matraca na revolução de 32, o povo assusta mas não muda o curso da guerra. Não se pode lutar vestido com ignorância.