É engraçado quando analisa-se todos esses protestos nas ruas: Protestos contra aumentos, contra deputados, contra senadores, contra a copa, contra o bolo de fubá e contra-o-contra. É fácil perceber que eles são bem infantis, são coisas do tipo "macaco vê macaco faz". Veja, não que todos devam ser omissos, porém o conhecimento de causa deveria vir junto com tudo isso.
Quantos que protestam contra aumentos de impostos entendem algo de economia? Hora, pode-se dizer que "não importa" o que vale é que o "povo" não quer pagar mais do que já paga, mas isso é essencialmente errado, como pode-se ser contra a geração de receita pública sem embasamento econômico?
Em teoria todo Estado recebe receita a partir de coleta de impostos dos indivíduos para reaplicar em prol do coletivo, partindo dessa linha de raciocínio podemos afirmar que quem é contra impostos é contra o bem/interesse coletivo ou seja, um individualista que esta só pensando no próprio nariz. Por outro lado temos o embasamento econômico que justifica uma posição contrária, tal como a analise do fluxo de receita mediante aplicações das mesmas.
Esta mesma linha de raciocínio podemos levar pra qualquer tipo de protesto como a o caso da copa. Até o momento não vi ninguém com conhecimento de causa nesses protestantes populares que me deparo por ai, ou seja, que saiba o montante de investimento público e o montante de retorno previsto que estes investimentos darão a curto, médio e longo prazo.
Na minha visão esse tipo de situação, ir contra sem conhecimento, é o mesmo que animais irracionais fazem, repetem os atos um dos outros por cópia, instintivo, não por criticidade em cima do "problema'.
Como prova disso podemos pegar o caso do aumento das conduções, desde que os preços voltaram ao patamar de antes de 2013 a população se vê com ar de vitória, algo até heroico, mas por ignorância não percebem todos os impostos sobre produtos e serviços que foram aumentados de lá pra cá, impostos indiretos que acabam incidindo sobre a população, você não vê isso sendo debatido, analisado, criticado, acaba passando desapercebido, as coisas continuam como estavam e o povo acha que "ganhou".
No final acaba não levando a lugar nenhum, como uma matraca na revolução de 32, o povo assusta mas não muda o curso da guerra. Não se pode lutar vestido com ignorância.