sábado, 4 de janeiro de 2014

Capitalismo, consumismo e insensibilidade.

Eu realmente ando pegando uma certa aversão a cultura-ocidental-quase-global Isso por que só
consigo enxergar amplamente as pessoas com dois objetivos práticos no dia a dia: acumular bens/recursos e consumir. Não que as pessoas de modo geral não tenham outras preocupações, porém creio que essas citadas são as principais.
A partir do momento em que saio na rua e vejo tudo refletido para esses fins, fico deprimido, percebo que a interação com o mundo torna-se ato secundário, ou seja, a sensibilidade física e a empatia acabam perdendo boa parte de sua potencialidade em prol do acumulo de capital ou o objeto/serviço desejado.
É ainda mais assustador ver como a cultura atual consegue utilizar o ego e o orgulho do indivíduo a seu favor, assim como o conceito de felicidade. Aquele destituído de capital ou bens é visto como fracassado, fazendo assim que as pessoas nem reflitam, só busquem desesperadamente se colocar com imagem "respeitável" de alguém que venceu na vida aos olhos dos outros, assim podendo criar uma mascara de felicidade, pois felicidade resumiu-se aos outros dos espectadores a estabilidade financeira e bens.
De forma mais rudimentar posso dizer que esta cultura torna as pessoas em seres mais insensíveis ao mundo material (o mundo físico e as inteirações que ele promove), pessoas mecanizadas e controladas por um sistema maior que qualquer conceito sensível de humanidade, particularmente eu já acho meio desinteressante o mundo material, porém o modo de vida atual cria uma existência superficial além da mera existência física sendo totalmente um contraponto a qualquer ideia metafísica de existência mais nobre.



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