Algo que tenho bem concebido em minha mente é que todo ser racional tem seu próprio mundo, não em alucinação ou megalomania, mas sim na verdade da representação.
Todos temos corpos diferentes com sentidos físicos que interagem e reagem de forma única, assim como estruturas cognitivas individuais totalmente voláteis ao meio, este conjunto influenciasse junto ao mundo natural, primitivo e verdadeiro, a matéria em si, não esculpida por nossa percepção (in)consciente formando toda a concepção que temos do que é concreto, físico e verdade básica.
Se nenhum ser é capaz de se desfazer de seu todo para ver o mundo como ele é, todo ser tem um mundo ao qual enxerga, único, porém desprovido de intimidade.
O fato de cada um ter seu mundo não o faz dono do mesmo, onipotente, mas sim apenas dotado de uma experiência particular com a matéria. Se pudéssemos sentir como o outro sente, o frio, o calor, a respiração, o solo, poderíamos estar mais próximos de entender o outro e adentrar seu mundo. Porém nossa percepção limita-se a apenas colidir mundos, as vezes empáticos um com o outro como as vezes antagônicos em essência, tendo em mente que independente de sermos amados, odiados, de qualquer forma estamos sozinhos em nossa própria representação de mundo, sendo cada um o único ser consciente de um mundo inteiro.
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