Algo que me diverte bastante é o senso de "identidade concreta" que as pessoas em geral acham que possuem. Se pegarmos um grupo de vinte pessoas sendo divididos em três grupos de meios diferentes: Família, trabalho e circulo social. Podemos ver que cada grupo possui uma interpretação única de como somos e o que somos, dentro desses grupos também a diversas visões mais especificas. Quando olhamos, interpretamos e julgamos o outro estamos consciente ou inconscientemente colocando nossos valores pessoais como fator determinante que gera o conjunto que pode ser identificado como o outro. Quando por regras/valores do meio que estamos inseridos somos coagidos ou libertos a agir de determinada maneira também reforçamos a massa que serve para que construam a concepção de como nos identificam.
É verdade que em nós existe um uno que nos é intimo, porém somos conduzidos por nossos anseios e temperamento a distorcer esta essência o que nos torna muitas vezes relativos, indeterminados. É mediocridade pensar que comportamento é natureza, assim como é superficial dizer que natureza é identidade. Somos seres relativos com identidades subjetivas.
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